Super Meat Boy (X360)

29 11 2010

Super Meat Boy é um jogo conhecido na internet há algum tempo, eu, porém, só fiquei sabendo dele no início deste mês quando ele estreou na Xbox Live.
Algumas mensagens no Twitter faziam citação a ele dizendo o quão difícil o jogo era e, mesmo assim, o quanto ele atraía pessoas a comprá-lo.
Fiz vista grossa por um tempo mas depois resolvi baixar a demo. O jogo era bacana, um platformer em que você tinha que atravessar todo um cenário para chegar até a Bandage Girl e ver ela ser tirada das suas mãos pelo Dr. Fetus. Toda vez. O nível de dificuldade das fases aumentava exponencialmente, e eu sequer cheguei a concluir a demo.
Ignorei o jogo por mais algum tempo, mas subitamente fiquei com vontade de comprá-lo, e não me lembro o que engatilhou isso. Corri para comprar alguns Microsoft Points e pegar o jogo antes que a promoção de 33% de desconto terminasse. Consegui, mas o “pesadelo” (acho que isso é forte demais, mas ok, é pra ser bem dramático mesmo) estava apenas começando.

Meat Boy gosta da Bandage Girl. Bandage Girl gosta do Meat Boy. Ninguém gosta do Dr. Fetus.

Antes d’eu comprar o Super Meat Boy, ninguém tinha me dito, explicitamente, que esse jogo consumia a sua vida. Ele é tão didático, mas tão didático, que você não consegue parar depois que inicia um level. A jogabilidade, majoritariamente, é baseada em tentativa e erro e, uma vez que você saiba ou descubra o caminho que tem de seguir, o jogo meio que te ensina como seguir por ali. Não, não aparece uma mensagem ou um Quick Time Event, é você realmente que melhora com o passar do tempo. Se um pulo de forma X te fez cair no espinho, andando a uma velocidade Y, vamos tentar uma velocidade X com um pulo Y. Lembre-se, tentativa e erro. Você morrerá a poucos centímetros antes de alcançar a Bandage Girl, isso é normal e acontece de tempos em tempos.

O jogo em sua essência é difícil. Eu digo que para jogá-lo e explorar tudo que ele pode oferecer, você precisa de PP. E não são Prestige Points do Modern Warfare 2 e nem os PPs do Dead Rising. Este PP significa “Persistência e Paciência“.
Sem isso você desistirá de jogar logo no terceiro mundo. Além dos leveis normais, ainda tem a versão Sombria de cada level, Warp Zones (onde o Meat Boy estrela em um cenário baseado em um jogo antigo e possui limite de mortes para passar a fase) e as Negative Warp Zones (se você achava uma Warp Zone difícil, espere para ver as Negative).

Em determinadas Warp Zones (uma por mundo), você é introduzido a um personagem de um jogo Indie, e ao concluí-la você o desbloqueia, tornando-o usável. Na versão de Xbox, são cinco: Commander Video (Bit.Trip), Jill (Mighty Jill-Off), The Kid (I Wanna Be The Guy), Ogmo (Jumper) e Flywrench (Flywrench). Além destes, ao coletar um certo número de “bandages”, você pode desbloquear outros personagens: Tim (Braid), Gish (Gish), Alien Hominid (Alien Hominid), 4Bit Meat Boy, 4bit Meat Boy, Spelunky (Spelunky), 4Color Meat Boy, Pink Knight (Castle Crashers) e The Ninja (N+).
Cada um, além de possuir uma habilidade única, são uma homenagem da Team Meat aos respectivos jogos.

IWBTG
Eu já disse que o jogo é bem difícil, mas acho que nada supera a Warp Zone do The Kid. Um vídeo diz mais que mil palavras:

Vendo assim, parece tão simples (ou não, ah pelo menos um pouco). Mas não é. Eu gastei duas horas e meia (direto) pra conseguir passar disso. Tenho relatos de pessoas que levaram nada menos que seis horas pra conseguir. O lado bom disso tudo é que o The Kid possui pulo duplo, o que faz algumas fases tornarem-se mais “fáceis” (enfatize as aspas).

Atributos Técnicos do Jogo
Trilha sonora (que você encontra aqui) e planos de fundo são um espetáculo a parte, cada qual combinando exatamente com o momento que o jogo se passa. O Cotton Alley, apesar de ser um dos mundos mais difíceis, possui os cenários mais belos. Os personagens são simples, estilizados para caber no jogo. As animações em 2D são divertidas e satisfatórias, e possuem várias referências a diversos outros tipos de mídia. Até Clube da Luta entra no meio. Os controles são descomplicados permitindo que você realmente tenha controle absoluto sobre o personagem que controla.

Quando estiver jogando Super Meat Boy, tome seu tempo, aprecie tudo o que os criadores adicionaram ali. Divertir-se é consequência.

Links
Site Oficial
Jogo original em Flash





Scott Pilgrim Vs. The World (X360)

10 09 2010

Scott Pilgrim. Eu conheci esse personagem e essa série há pouco tempo pelo Twitter. Muita gente postava exaustivamente e comentava o quão foda era a parada que eu resolvi dar uma olhada e acabei curtindo a primeira vista. Pouco tempo depois, a Ubisoft anuncia o jogo “Scott Pilgrim Vs. The World The Game” para a PSN. Eu vidrei completamente no trailer, era um full revival de um beat ‘em up 16 bits! Inicialmente bateu uma decepção já que o título só seria lançado para PS3. Porém a pseudo-exclusividade da PSN foi anulada com um anúncio do jogo também para a Xbox Live, 25 de Agosto era a data.

Fiz a compra de um cartão de MS Points alguns dias antes e aguardei. Resolvi testar a demo e ver se o jogo era tudo aquilo que tinha sido vendido pelo trailer mesmo. Eu estava acostumado com Bayonetta correndo com a Odette equipada, correndo como Pantera ou correndo normal mesmo. Por conta disso já tomei um KO na demo do Scott Pilgrim, motivo: personagem se arrastava. Sério, aquilo não é andar, o maluco se arrasta. Eu puxei pela memória as jogatinas de Dungeons and Dragons no Neo-Geo, as de Tartarugas Ninjas no SNES e constantei que pelo que eu me lembrava, nenhum deles andava tão devagar assim. Ainda assim eu continuei jogando. O jogo era dificil, os inimigos não “brincavam em serviço”, se você não derrubasse um logo de cara, ele te derrubaria e logo logo chegariam mais três pra ajudar ele. Resumindo bem, perdi todas as vidas no meio da fase, tela de Continue, escolhi que sim e como esperado, voltei para o mapa do jogo (que inicialmente me lembrou os Pokémons de Game Boy, mas depois de um tempo reconheci como sendo baseado nos mapas de Super Mario).

Decidi não jogar mais a demo. Dois dias depois eu comprei o jogo, mesmo após as impressões que ele me passou. Comecei a jogar e sem ao menos perceber, já estava indo pra segunda fase. Se você der dois toques rápidos para frente no controle, o personagem corre. Eu já estava fazendo isso automaticamente, meu dedo movia o analógico para a direita e o Scott já saia correndo. O estilo do jogo me animava e a dificuldade era apenas um desafio em meio a tudo aquilo. Os elementos emprestados de outros jogos, as referências (a Mario principalmente) estavam todas muito bem trabalhadas. E não só eles mas todo o cenário ficou muito bacana (excluindo as salas de bonus que possuem tiles bugados). O jogo inicialmente te dá quatro personagens pra escolher: Scott, Ramona, Kim e o Stills. Cada um possui um “estilo de luta” e um “Striker” diferente. Striker é um “amigo” que aparece pra te ajudar ou dar um golpe quando você aperta um botão designado a isso (estilo Marvel vs Capcom). Existe um final para cada um deles (e na maioria deles você vai lolear) e após você finalizar o jogo com os quatro, você libera um personagem secreto!
Uma coisa que me surpreendeu também é o fato do jogo ter sido produzido por chineses! (eu, pessoalmente, não conheço muitos jogos produzidos por chineses) E eles fizeram questão de deixar isso bem claro, já que não tem como pular os créditos.





Bioshock – Xbox 360, PC, PS3

4 02 2010

O seu avião caiu. Você acorda em meio ao oceano e pode avistar os destroços da grande máquina ainda em chamas. A sua frente, não muito longe, é visível uma plataforma. Você nada até ela. Dentro você encontra uma espécie de elevador submarino, você caminha até ele e entra. O elevador começa a se mexer, te levando pra baixo d’água. Bem vindo a Rapture.

Com gráficos sensacionais e jogabilidade digna, eis que vos trago Bioshock!
O jogo foi lançado em 2007, porém eu só descobri sobre ele no ano passado. Uma semana depois de ver o primeiro trailer eu já estava com o jogo em mãos.

Você faz o papel de Jack. Seu avião caiu no meio do oceano, no lugar exato onde jaz a cidade submarina de Rapture. No começo do jogo você quer apenas sair dali. No primeiro elevador você encontra um rádio e uma pessoa se comunica com você, pede pra você salvar a família dele. A medida que avança você vai descobrindo a aterradora história daquela cidade. Desde o começo o jogo trás reviravoltas na história, que junto do terror proporcionado pelos habitantes daquela cidade, criam um enorme clima de tensão.

Os controles do jogo são os usuais para um FPS atual. Em conjunto com os gráficos da Unreal Engine 3, que apesar de estar meio ultrapassada hoje ainda impressionam, deixam o jogo magnífico.

Os principais inimigos do jogo são os Big Daddies. É até esquisito chamá-los de inimigos, porque eles sempre agem normalmente e só atacam se você oferecer perigo às Litlle Sisters ou atacar ele diretamente.

Você pode evitar grande parte dos Big Daddies do jogo, porém haverão horas em que será preciso matá-los para adquirir itens necessários para avançar. E um aviso, quando você irrita um Big Daddy, sai de perto!
Os outros inimigos do jogo são os Splicers. São “seres humanos” que ficaram deformados por causa da dependência do ADAM, uma substância necessária para poder usar os Plasmids (Injeções que modificam sua genética, garantindo poderes). Você os encontrará por todo canto de Rapture.

E já que citamos os Plasmids acima, vamos falar um pouco deles. Os Plasmids são encontrados em diversas localizações no jogo e alguns podem ser comprados nas máquinas Gatherers Garden. Existem 3 tipos de Plasmids (Ataque, Suporte e Técnicas) e cada tipo lhe oferece 4 Slots, ou seja, você pode carregar 12 plasmids com você. Os de ataque se destacam, pois você os usará constantemente.

Esse é o Electro Bolt, plasmid de ataque que solta descargas elétricas.

Bioshock se passa no ano de 1959. A arquitetura, vestuário, trilha sonora e demais elementos do game fazem com que você se sinta completamente imerso àquele mundo, o modo de jogo em primeira pessoa contribui ainda mais com isso.

Se você ainda não jogou, mergulhe de cabeça nesse jogo épico o quanto antes e descubra todos os mistérios de Rapture, afinal, Bioshock 2 vem ai.





Trailer de lançamento de Bioshock 2

3 02 2010

Bioshock 2 é um dos jogos mais aguardados por mim pra esse ano. O primeiro jogo da série é fantástico e em breve irei fazer uma review dele por aqui.
Bioshock 2 será lançado dia 09 de fevereiro e contará com, além da versão comum, uma edição especial de colecionador e a aclamada (e cancelada) Über Edition, que custaria 15 mil dólares.
Sem mais delongas, fiquem com o trailer:





Achievement Locked – Seja o número um do mundo

22 10 2009

Você, assim como muitos outros gamers, certamente já almejou o primeiro lugar do ranking mundial de algum jogo. A realidade é que poucos algum dia irão alcançar tão elevada posição.
É difícil competir quando do outro lado enfrentamos japoneses e coreanos em modo berserker jogando 28 horas por dia.
Mais legal que ver asiáticos no topo do ranking é saber que jogos FPS em particular prepararam com todo carinho uma gama de achievements e trophies relacionados a isso.
Não entendeu? Veja abaixo o exemplo de um achievement do jogo Ghost Recon: Advanced Warfighter (Disponível para PC e Xbox 360)


(Alcance o topo do ranking online no modo solo)
(Alcance o topo do ranking online no modo de equipes)

Como se já não bastasse uma vez, você precisa alcançar o topo do ranking duas vezes, sozinho e em equipe! Mas claro, isso não é suficiente para a Ubisoft, nós queremos mais, queremos sangue!


(Alcance o topo do ranking online universal)

Esse achievement é o tiro de misericórdia. Se você já deu seu sangue para desbloquear os dois anteriores, este provavelmente custará a sua alma.

Na mesma onda de Ghost Recon nós temos Quake 4. A franquia dá as caras na nova geração seguindo a história do segundo jogo. E dentre vários achievements repetitivos e comuns, temos um super especial!


(Conquiste a posição de número 1 do mundo em todos os modos de jogo no ranking online)

É basicamente a fusão dos três achievements de Ghost Recon em um só, porém, concedendo muito menos pontos de Gamerscore.
É de se esperar que seja difícil, ou melhor impossível, alcançar o topo do ranking de um jogo que já não é tão novo, mas pra piorar, existem glitches que permitem elevar seu rank mais rapidamente.
Se você comemorou e achou que então havia uma possibilidade de liberar este achievement, se animou demais.
Para algumas pessoas, usar o glitch para ser o primeiro não é suficiente. Elas querem usar o gllitch infinitas vezes, até que apareça alguém louco como ela pra ficar meses na frente do videogame fazendo o mesmo. Essa infelizmente é a realidade, o que torna impossível alcançar o primeiro rank jogando normalmente. Se você quiser fazer um “boost” (juntar-se a alguns amigos e usarem do glitch até chegar em primeiro) chega a ser possível, mas prepare-se para passar no mínimo seis meses (SIM!) jogando todos os dias e fazendo a mesma coisa todos esses dias.
Psicólogos e psiquiatras até hoje estudam o motivo pelo que certas pessoas fazem isso e sem muitos resultados animadores, isso porque não há razão, não há sentido, são crianças que não tiveram o amor de sua mãe durante a infância.

Apesar de terem se tornado impossíveis agora, todos os achievements citados acima eram relativamente fáceis na época de lançamento dos jogos, portanto é possível achar jogadores que, orgulhosamente, possuem esses pontos em seus Gamerscores.





LOST Via Domus – Xbox 360

24 09 2009

Se você ainda não assistiu ao seriado LOST, assista agora. Eu usei o modo imperativo, mas na verdade isso não foi uma ordem, não mentira, foi sim 😀
LOST é um seriado inteligente e cheio de mistérios, tranquilamente um que possui o maior número de fãs no mundo.
O jogo LOST Via Domus não deixa por menos, trazendo ao jogador uma história cheia de reviravoltas digna de LOST, você controla Elliot Maslow, um homem que precisa recuperar sua memória enquanto enfrenta os perigos da ilha e os olhares desconfiados dos outros sobreviventes.

E é em meio a essa introdução mais espontânea que já fiz que começarei o meu relato sobre o jogo.

O jogo possui uma história parelela ao seriado, o negócio é que essa história é tão bem estruturada que você não vai desgrudar do videogame até saber tudo por trás dela.
Os controles do jogo são ótimos, lembra um pouco Silent Hill Homecoming.
Após a introdução, apareci jogado na selva, tal como o protagonista Jack Shephard aparece no primeiro episódio da série. Uma mulher apareceu um pouco a frente e fui seguir ela, esse era um dos mistérios que ia me perseguir até o fim do jogo.
Logo de cara eu encontro a Kate, ela parece perdida na selva, assim como eu. É ai que vem o primeiro flashback do jogo.
No começo da tela de flashback você vê uma foto em pedaços e isso é a sua principal pista pra se lembrar do que aconteceu. O personagem é um fotógrafo, então pra se lembrar você deve tirar uma foto do momento retratado na foto rasgada. Voce pode tirar quantas fotos quiser, mas só servirá aquela que bater com o que ele tem que lembrar.
No começo eu não sabia bem o que fazer, fiquei vagueando com a camera pelo cenário até encontrar bem a frente a Kate vindo algemada com o Marshall, ela estava pegando uma garrafa de água com a aeromoça, dei um zoom, ajustei o foco e bati a foto, bingo! Exatamente como a foto em pedaços.
Quando você tira a foto perfeita, Elliot se lembra e uma animação acontece mostrando o que aconteceu.

O jogo em si não possui muita ação, são 7 fases (capítulos) e você só irá ver um pouquinho (pouco mesmo) de ação nos dois últimos (que se resumem em correr e desviar de obstáculos).
O jogo te leva mais pro lado investigativo, você precisa juntar peças, resolver puzzles e atravessar labirintos (a selva, cavernas e em alguns casos fazer isso fugindo do Monstro de Fumaça), isso pra mim é um ponto alto no jogo, pois gosto de enigmas.

Quase todos os personagens da série da TV estão lá, dando ênfase a Jack, Kate, Charlie, Hurley, Sayid e Locke, que estao sempre por perto pra te dar informações ou participar da história.

Enquanto a história se desenrolava, mais flashbacks vinham, ficando cada vez mais difíceis de se tirar a bendita foto. Isso no entanto não me fazia esquentar a cabeça porque depois de cada foto bem tirada eu era presenteado com um fragmento do passado de Eliot.

Existe um capítulo no jogo em que você precisa pegar dinamite em um navio negreiro (Black Rock) que bateu na ilha a muito tempo, por esse motivo a dinamite fica muito instável e você não pode correr com o personagem (se não tudo vai pelos ares). O problema é que, para voltar pro lugar aonde deve ir, você deve passar por um labirinto na selva com um pequeno adicional: o monstro de fumaça te perseguindo. Quando você entra no local começa a escutar todos os barulhos que ele faz, barulhos estes que tornam-se cada vez mais altos a medida que a fumaça se aproxima e quando ela se aproximar meu amigo, você não vai querer estar perto!
Pra fugir dela você tem que se enfiar no meio de umas árvores, o problema é que, pra se orientar você precisa seguir umas bandeiras e isso te deixa mais perdido que nunca.
Você se orienta com as bandeiras, a fumaça aparece do seu lado, você corre, ops, ANDA até uma árvore (com aquele barulho ficando cada vez mais alto), entra no meio das arvores, espera o monstro ir embora e… está perdido de novo.
Demorei cerca de uma hora pra passar dessa parte.

Vou fazer a conclusão desse “review” como a minha antiga prof. de Biologia indicava:
Conclui-se que, se você curte LOST, você vai curtir o jogo.
Se você apenas assiste ocasionalmente, pode não gostar pela falta de ação.
Agora, já que falei desse ponto, preciso tirar o chapéu pra Ubisoft porque se colocassem ação demais no jogo ele ia acabar mudando de LOST para uma outra coisa qualquer. Apesar do jogo não ser um sucesso de crítica, é um jogo fiel a série.





Halo 3 – Xbox 360

22 09 2009

E finalmente chegou o dia do tão aclamado Halo entrar para a coleção.
O atraso de duas horas na entrega só serviu para criar um hype ainda maior sobre o jogo. Eu nunca joguei Halo 1 nem Halo 2, portanto iniciaria o fim da trilogia sem ao menos saber como começou.
Isso não parecia ser um problema já que estou acostumado a pegar estórias pela metade e entendê-las bem (isso inclusive incentiva a pesquisa sobre a história do jogo).

A minha versão do jogo era americana, então eu já podia esquecer as dublagens em português (não que isso fosse me fazer falta). Eu, como a maioria dos “Achievements Whores”, decidi começar a jogar no Lendário, assim desbloquearia as três conquistas de dificuldade de uma vez, sem precisar jogar novamente. Já na primeira missão percebi que havia cometido um erro. Este era o primeiro jogo FPS que eu havia comprado pro Xbox. Isso não fazia a menor diferença, já que os controles eram bem dinâmicos e de fácil adaptação, qualquer um acostumado ao Xbox ia pegar o jeito em menos de um minuto.
A dificuldade em si do nível Lendário é que com dois tiros você já está nas últimas!
Se você ousar passar perto de uma granada, pode se preparar para aparecer no último checkpoint.

Após tentativas frustradas de passar a primeira fase no Lendário, decidi começar pelo começo (ou quase), jogando na dificuldade Heróica (uma dificuldade inferior a Lendária). O jogo muda bastante e você consegue avançar mais facilmente.

No começo eu ainda estava perdido na história, ou melhor, a história era notável, raças estavam em guerra, eu só não sabia o porquê. Confesso que demorou até que eu me sentisse atraído pelo jogo (até a fase dos carros, na verdade). Andar e atirar pra todos os lados sem uma maior interação no cenário (como Gears of War proporciona) foi se tornando um pouco maçante com o passar do tempo.
Porém a BUNGIE sabe o que faz e após a terceira fase o jogo nos apresenta a um novo patamar de interação fazendo com que você possa pilotar qualquer tipo de veículo disponível na fase, o que é muito divertido.

Os achievements do jogo são desafiadores. Ele possui os populares achievements pra cada fase completa e alguns online que vão fazer você gastar boas horas na Xbox LIVE.
E digo a vocês que os que me deixaram mais nervoso e posteriormente mais contente, são os achievements das Skulls.
Em cada fase do jogo está escondida uma Skull (Nove no total). Cada uma delas possui um atributo diferente que permite deixar o jogo mais díficil, e a localização delas na fase é de te deixar louco! Eu particularmente tive problemas com duas caveiras, uma delas na fase “Ark”, onde você tem que subir em uma plataforma e escalar uma espécie de coluna (difícil de explica, veja foto abaixo) e para subir lá você precisa cronometrar o lancámento de uma granada, para que você possa pular e quando ela te explodir, te dar impulso pra você alcançar a plataforma!

Famine Skull

Agora sobre o Modo Multiplayer.
Se você já jogou Unreal, é a mesma coisa, com armas diferentes. Bom, pelo menos pra mim é. E que fique claro que eu amo Unreal!
Se você ainda não jogou, é muito divertido! O mais indicado é chamar um grupo de amigos e jogar todos juntos, pois você pode ficar irritado se só jogar ranked matches (ainda mais se ainda for iniciante no modo online).

Halo 3 possui dois pacotes de mapas grátis na XBL e dois pacotes pagos. Os dois pagos vêm com achievements, acrescentando 750 GS ao jogo, porém mais da metade deles está bugado, não sendo possivel desbloqueá-los.
Em breve confira o relato das minhas aventuras na busca pelos achievements de pontuação no meta-game.