O fator Zema

25 07 2010

A minha infância gamer foi dividida em três eras:
1994-1996 Atari. O único jogo que eu dispunha era um dos Smurfs. Eu lembro que você começava no vilarejo deles e ia andando pela floresta. O primeiro obstáculo era um pequeno rio com um jacaré, que você tinha que pular por cima. Eu nunca consegui passar desse rio (era tipo, a primeira coisa que você encontrava). A outra margem sempre parecia mais distante, eu pulava e ela meio que se esticava, sabe?
1997-2002 Master System II. Alex Kidd, Back to the Future II, Double Dragon, Bonanza Brothers e Turma da Monica em o resgate. Esses foram os jogos que marcaram essa época.
2003-2004 Playstation 1. Sim, foi curto. Enquanto eu jogava Silent Hill 1, entrei por uma porta e a tela ficou preta. O VG nunca mais ligou.

Agora vamos voltar ao ano de 2001 (que se repararem, eu ainda não tinha o PS1). Eu tinha me mudado para outro bairro e lá, consequentemente, fiz novos amigos. Um deles era bem menor que todos da turma e ele tinha um PS1.
Todo mundo sempre ia na casa dele pra jogar. Era o “ponto de encontro”. Se queria achar alguém, bastava ir na casa dele e lá estaria o sujeito. As jogatinas eram quase sempre feitas em grupo. Os RPGs (gênero mais jogado por lá) era, por incrivel que pareça, tão divertido quanto (ou até mais) que qualquer jogo multiplayer que ele tivesse (e que todos pudesse jogar ao invés de apenas um).
Nos RPGs, apenas um membro jogava e todos os outros ficavam olhando, torcendo e especulando (porque a gente não sabia nada de inglês). Se você já jogou na época do PS1, deve se lembrar que a maioria dos RPGs tinha mais de um disco. O espaço no memory card era limitado em “blocos” e tinham determinados jogos que ocupavam bem mais de um bloco. É ai que a história realmente começa. Com apenas um Memory Card em mãos, era ali que depositavamos todos os nossos saves e esperanças. Voltavamos para nossas casas com uma sensação inocente de segurança. Nosso progresso está a salvo. Nosso level está a salvo. O grau de segurança que o fator “salvar” criara nas nossas consciencias fez com que ignorássemos qualquer outro fator. Fez com que ignorássemos o fator Zema.

Além de nós, um tio desse nosso amigo também ia lá sempre para jogar PS1. Chamaremos este tio de “Zema”. Ele basicamente jogava hack ‘n slashes, 101 dálmatas, jogos de luta. Coisas simples, que praticamente não requerem save ou que gastam muito pouco bloco no memory card. Nossa vida foi feliz até o dia em que Zema abriu a caixa de Pandora e descobriu o Winning Eleven. Ele tomou a liberdade de comprar todas as edições disponíveis do jogo e levar de “presente” para o seu sobrinho. Ele era o único que jogava, óbvio. Winning Eleven nos apresentou uma característica interessante que era salvar o replay dos gols que você fazia.
Zema, jogando todo empolgado decide então salvar seus gols esdrúxulos no único memory card da casa.
“Opa, o replay gasta dois blocos, só tem um livre, vou apagar esse save aqui então e pá.”
Ok.
No dia seguinte…
“Hoje a gente zera cara, ontem eu cheguei no final do disco 4, já tô level 70 com todos, hoje a gente zera! (…) Ué, você comprou outro memory card? Cadê o antigo? Hum? Não comprou? Tá falando que não tem nenhum save aqui.”
As ações que se seguem após isso são de praxe. Tira o CD, liga o VG, vai em Memory Card e verifica se o Save está lá. Não está, ok, chore.

O primeiro caso foi suficiente para abrir os olhos para o fator Zema. Compramos imediatamente outro memory card e reservamos ele exclusivamente para saves que JAMAIS poderiam ser apagados.
O memory card em questão ficava guardado em uma gaveta. O antigo permanecia no VG o tempo todo, já tinhamos transferido tudo e aquele seria usado apenas para “lixo”. Zema continuava se divertindo e agora gravando até 7 replays de uma vez, uau!

Isso até outro fatídico dia. Em uma festa de aniversário, o memory card “secreto” ficou a mostra sobre a cômoda. Quando foi jogar o seu Winning Eleven, Zema ficou na dúvida sobre qual dos dois era o “dele” e pegou o secreto (puta merda, isso se parece muito com desenho animado. Mas foi real). Na hora de gravar seu replay: memory card cheio. Zema não considera a opção de tentar gravar no outro memory card. Desliga o VG e realiza a operação padrão. Memory card cheio? DELETE ALL.

Depois disso, cada um comprou um memory card próprio, que ia do VG para sua respectiva casa. Até eu (que mal jogava).

Anúncios




Prelúdio para o 3D Gaming?

2 02 2010

Era uma agradável tarde de sábado e como de costume eu estava na casa de um amigo para as aclamadas partidas de mini golf. No videogame, é claro.
O mini-golf era um minigame do jogo 102 Dálmatas do Psone. Eu nem sequer me lembro como o jogo era em si, já que nós só jogávamos esse minigame.

Pois bem, jogávamos em 6 pessoas, numa disputa acirrada para a cada partida saber quem era o melhor de todos.
Em uma destas partidas eu lancei a bola e ela caiu bem atrás de uma pedra (ou seja lá o que aquilo fosse). Nessa situação eu tinha perdido completamente o sentido da bola, já não bastasse perder esta jogada, iria ter que perder a próxima apenas para tirar a bola daquele lugar.
Eu tinha ciência de que aquilo poderia me custar o jogo, foi então que num estranho impulso eu desloquei minha cabeça pelas extremidades da TV, pra tentar enxergar por trás da pedra e ver a maldita bolinha!
Meus amigos fizeram um coro de riso, que me alertou instantaneamente para o mico que eu tinha acabado de pagar.

Ainda não chegamos na era do 3D gaming (não vou levar em conta os óculos 3D do Master System), mas este é um assunto que já está no ar e essa tecnologia com certeza já está sendo estudada. Assim, quem sabe, mais adiante eu possa jogar mini-golf sem temer que uma pedra possa atrapalhar o meu jogo.





[Old Games] Monster Rancher Hop-a-bout (PSone)

28 01 2010

Está em busca de um jogo divertido e relaxante? Permita-me, então, introduzir o jogo Monster Rancher Hop-a-bout, de Playstation 1.

Diferente dos outros jogos da franquia, neste você não duela com cards, nem batalha contra outros monstros, você simplesmente brinca de pula-pula! Isso mesmo que você leu.

O objetivo do jogo é passar por uma pista pulando. A dificuldade da pista cresce a cada nova fase passada. O jogo te oferece quatro personagens como opção, sendo que cada um deles possui pontos altos e baixos. O Suezo por exemplo possui um salto mais alto, enquanto o Hare tem maior precisão, etc.

A história é bem simples, o objetivo do jogo é a diversão, e ele faz isso tão bem que torna-se viciante logo nas primeiras fases!

Confira abaixo um vídeo curtinho de como é o jogo:

Monster Rancher Hop-a-bout possui um modo de criação de cenários, onde você pode desenvolver sua pista, adicionando bonus e plataformas do jeito que bem entender.

O modo multiplayer multiplica a diversão. Você pode apostar uma corrida pra ver quem chega primeiro ao final da pista, inclusive podendo ser esta uma das que você mesmo criou!

Fica a dica para vocês! Eu ainda não consegui finalizar este jogo (os últimos níveis são bem dificeis) mas já passei por tantas coisas nele que, assim que finalizar, vou fazer um relato bem grande. Até a próxima!