Lost Planet (X360)

15 12 2010

Lost Planet é um jogo antigo, foi lançado em 2006. A idéia por trás da trama é incrível, mas possui algumas falhas na execução. Sim, vamos direto ao ponto.

E.D.N. III. é um planeta congelado que abriga os Akrids, criaturas que lembram diversos insetos da terra, só que em tamanho ampliado e com pontos vulneráveis de cor amarela (neste momento, te dou uma chance de acertar quem lançou esse jogo). Você controla Wayne, um humano que perdeu a memória e acorda no meio do caos daquele mundo inóspito.
Ok, essa é a sinopse. E se você ainda não advinhou quem é a empresa por trás de Lost Planet (menos dez pontos de respeito pra você), é a Capcom.

Nesse planeta gelado, é necessário coletar energia térmica para sobreviver (ótima ideia). A raça humana que reside ali, trava constantemente um combate contra os Akrids, visando libertar o mundo deles e viver em paz.
Ótimo, você pensa, bora matar. Se o seu desejo é montar em robôs e aniquilar tudo que ver, você vai amar o jogo. Se você, por outro lado, quiser saber o que vai acontecer na história, pare de jogar e vá ao Youtube. Assista apenas às CG’s. Sério.

A história apresentada por Lost Planet se resume apenas aos CG’s. Você parece jogar em uma fase qualquer, apenas para no fim assistir o CG que CONTINUA o anterior. A parte jogada não possui história. É totalmente, completamente descartável, tudo o que importa neste aspecto são os CGs (acho que já vi isso em algum lugar, mas não lembro onde).

Deixando isso de lado e se concentrando nas características in-game. Lost Planet possui uma excelente jogabilidade. Quando você monta nos VS, o jogo muda magicamente, você se sente de fato mais poderoso, masmo que à sua frente exista um Akrid com mais de quinze metros de altura.
Durante o percurso, você precisa ficar coletando Thermal Energy (energia térmica) para manter o personagem aquecido e abastecer o Harmonizer, um tipo de equipamento que restora a vitalidade do protagonista quando ela cai. Resumindo: enquanto você possuir thermal energy, você não morre (salvo caso quando você toma um combo quando está com zero de vida).
Os VS também consomem esta energia quando você os está pilotando, a taxa de consumo chega a ser de 7 de energia por segundo, contra uma taxa de 2en/1seg quando se está controlando o Wayne.
É ai que há mais um defeito no jogo. Você precisa coletar energia térmica para sobrviver. Certo. E você faz isso porque você está em um mundo congelado altamente frio (redundância?). Agora me diga: qual o sentido de ter que coletar energia térmica quando você está dentro de um VULCÃO!? (onde se passam cerca de três fases do jogo)
Talvez tenha algum sentido para a Capcom, mas pra mim não tem.

E como (quase) todo jogo da Capcom, Lost Planet possui achievements insanos. Na minha lista pessoal, acho que ele fica atrás apenas de Street Fighter IV e Devil May Cry 4. O jogo possui items colecionáveis. Coletar todos uma vez já requer paciência, agora imagine coletar todos quatro vezes? O achievement em questão requer que você pegue os itens em todas as dificuldades do jogo. É nessas horas que eu reflito e me pergunto se a Capcom não faz isso de sacanagem.

A insanidade, porém, se resume apenas aos achievements single player. Quando se trata de multiplayer, as conquistas foram bem desenvolvidas e sem exageros, o que propicia um ambiente online ativo e agradável.
E como o melhor vem no final, o multiplayer de Lost Planet compensa o jogo todo. A habilidade de grapple do personagem (que eu esqueci de comentar lá em cima), permite que você acesse os mais diversos lugares do cenário, proporcionando um leque imenso de estratégias. Os VS também estão presentes no MP, porém com uma resistência menor para dar competitividade.

Ontem enquanto jogava, acessei o modo online sem compromisso e me surpreendi ao ver mais de cinco lobbies criados, indicando que o multiplayer permance ativo até hoje, depois de quatro anos e do lançamento de Lost Planet 2.

Pontos fortes:
– Boa jogabilidade.
– Ótimo Multiplayer.
– VS’s!

Pontos fracos:
– História mal-estruturada.

Pontos neutros:
– Thermal Energy é um conceito interessante, mas irrita demais às vezes.





Bioshock – Xbox 360, PC, PS3

4 02 2010

O seu avião caiu. Você acorda em meio ao oceano e pode avistar os destroços da grande máquina ainda em chamas. A sua frente, não muito longe, é visível uma plataforma. Você nada até ela. Dentro você encontra uma espécie de elevador submarino, você caminha até ele e entra. O elevador começa a se mexer, te levando pra baixo d’água. Bem vindo a Rapture.

Com gráficos sensacionais e jogabilidade digna, eis que vos trago Bioshock!
O jogo foi lançado em 2007, porém eu só descobri sobre ele no ano passado. Uma semana depois de ver o primeiro trailer eu já estava com o jogo em mãos.

Você faz o papel de Jack. Seu avião caiu no meio do oceano, no lugar exato onde jaz a cidade submarina de Rapture. No começo do jogo você quer apenas sair dali. No primeiro elevador você encontra um rádio e uma pessoa se comunica com você, pede pra você salvar a família dele. A medida que avança você vai descobrindo a aterradora história daquela cidade. Desde o começo o jogo trás reviravoltas na história, que junto do terror proporcionado pelos habitantes daquela cidade, criam um enorme clima de tensão.

Os controles do jogo são os usuais para um FPS atual. Em conjunto com os gráficos da Unreal Engine 3, que apesar de estar meio ultrapassada hoje ainda impressionam, deixam o jogo magnífico.

Os principais inimigos do jogo são os Big Daddies. É até esquisito chamá-los de inimigos, porque eles sempre agem normalmente e só atacam se você oferecer perigo às Litlle Sisters ou atacar ele diretamente.

Você pode evitar grande parte dos Big Daddies do jogo, porém haverão horas em que será preciso matá-los para adquirir itens necessários para avançar. E um aviso, quando você irrita um Big Daddy, sai de perto!
Os outros inimigos do jogo são os Splicers. São “seres humanos” que ficaram deformados por causa da dependência do ADAM, uma substância necessária para poder usar os Plasmids (Injeções que modificam sua genética, garantindo poderes). Você os encontrará por todo canto de Rapture.

E já que citamos os Plasmids acima, vamos falar um pouco deles. Os Plasmids são encontrados em diversas localizações no jogo e alguns podem ser comprados nas máquinas Gatherers Garden. Existem 3 tipos de Plasmids (Ataque, Suporte e Técnicas) e cada tipo lhe oferece 4 Slots, ou seja, você pode carregar 12 plasmids com você. Os de ataque se destacam, pois você os usará constantemente.

Esse é o Electro Bolt, plasmid de ataque que solta descargas elétricas.

Bioshock se passa no ano de 1959. A arquitetura, vestuário, trilha sonora e demais elementos do game fazem com que você se sinta completamente imerso àquele mundo, o modo de jogo em primeira pessoa contribui ainda mais com isso.

Se você ainda não jogou, mergulhe de cabeça nesse jogo épico o quanto antes e descubra todos os mistérios de Rapture, afinal, Bioshock 2 vem ai.